O FENÔMENO DO APRENDIZADO
Marília de Freitas Maakaroun*
“ Bom é tudo que tem valor de sobrevivência”
Konrad Lorenz,1986
Visão arqueológica:
A aprendizagem é um processo contínuo, complexo, através da qual o sujeito adquire conhecimento do mundo externo e interno.
Trata-se de uma ação contínua, na maior parte tempo, inconsciente, que envolve o sujeito e o ambiente em dialética operacional, tendo o seu início ainda no útero e se arrasta em sucessão de mudanças, que vão se concretizando até o final da vida.
A capacidade de aprender não é uma prerrogativa dos humanos, porque também pode ocorrer em outras espécies.
A palavra “aprender” vem do latim apprehendere e é referida no “Michaelis” como “ficar sabendo, reter na memória, tomar conhecimento de…”
Apesar do dIcionário citar que a aprendizagem compartilha com a memória aspectos comuns, esses dois domínios se diferenciam na estrutura e função. Do ponto de vista da estrutura, a condição de aprender está ligada à capacidade de utilizar, organizar e promover redes de sinapses e a memória, à capacidade de armazenar, fixar os produtos, a experiência da aprendizagem. Do ponto do vista da função, a aprendizagem convoca a memória ao utilizar experiências adquiridas e arquivadas nos neurônios, para a realização de novos empreendimentos (IZQUERDO, I., 2004).
Nesse, contexto, faz-se necessário também se referir à inteligência, como a estratégia evolutiva da natureza, que permite ao sujeito utilizar, da melhor forma possível, os seus recursos, em processo integrado contínuo, de aprender e memorizar para sobreviver.
A adaptação se refere à suposta estabilidade adquirida pelo organismo após suas ações sobre o meio, que resultam em melhor condição de sobrevivência.
Segundo LORENZ,K.,1986, qualquer definição de aprendizagem tem que conter uma condição concreta indispensável, que é o caráter de valor de sobrevivência ou poder de adaptação. LORENZ considera a “aprendizagem uma função específica que alcança um valor definitivo de sobrevivência”.
Nesse processo, é importante levar em conta o plano hereditário contido no genoma e as circunstâncias ambientais indispensáveis à sua realização.
LORENZ cita que não são somente os tijolos e cimento que constroem uma catedral, mas também o plano do arquiteto e, mais, as modificações adaptativas durante a realização do projeto, que podem tomar a forma de um novo aprendizado.
Assim, na dinâmica da dialética do ensino/ aprendizagem, o que se ensina e o que se aprende têm que ter características de subsistência, portanto, “valor de sobrevivência”.
Essa condição essencial tem que ser tornada explícita, tanto a nível docente, quanto discente, mesmo que, paradoxalmente, na maior parte do tempo, seja inconsciente.
Dilemas da natureza e cultura:
Acredita-se que, desde que a cultura assumiu a tarefa de dar continuidade ao desenvolvimento evolutivo que a natureza iniciou, não se detecta modificações visíveis importantes, relativas ao genótipo e fenótipo humanos.
Tem-se a impressão que a cultura dispensou a natureza do trabalho de transformações sucessivas, que vinha realizando, arduamente, há milhares de anos.
O senso comum faz a suposição de uma “natureza cega”, que conduz, ao acaso, deixando vestígios, pistas e sinais de probabilidade e, muito pouco, de certezas.
Se a natureza é inábil para prever o que pode ocorrer no futuro, se não existirem linhas condutoras, que possam guiar a espécie para objetivos de valor de sobrevivência, o sujeito pode se perder.
Assim, o bebê, buscando o leite materno, encontra a mãe, que o amamenta e lhe dá instruções sobre a vida.
No entanto, as proposições do espetáculo do jogo de espelhos da cultura têm exibido uma multidão de naturezas sincréticas, enganadoras e camufladoras da ordem genética e ambiental necessárias ao sujeito.
O desamparo do bebê permite que ele possa se satisfazer com “sorvete”, em lugar do leite materno, desde que guarde as características estéticas, branco e doce, do que ele deseja.
A lente da cultura revela que os desejos podem substituir as reais necessidades e corrompe o sujeito, na proporção em que mostra a suposta realidade no formato de uma vitrine de fantasias.
As metáforas enganosas da cultura podem ser devastadoras, para aqueles que só se encontram através de “pegadas deixadas na areia”.
Segundo DAKWINS, R. (2001), a natureza prevê o bem do indivíduo, portanto, cabe à cultura, tratar do bem-estar e do bem-ser universal da espécie humana.
Aprendizagem e níveis de maturação:
Segundo PIAGET, J. (1993), na proporção da maturação corporal, a vida mental do sujeito evolui de níveis mais primitivos de integração até outros níveis cada vez mais complexos de funcionamento. Em todos os níveis, identificam-se estruturas e estágios de desenvolvimento, que buscam equilíbrio em graus crescentes. Em todas essas condições, a ação pressupõe um interesse, uma motivação, que a determina e é variável, segundo o estágio do desenvolvimento.
Essa motivação nasce da confiança básica na existência gerada na relação mãe e filho, em encontro primordial dos humanos, em época que não deixa lembranças. Desse tempo, emerge a energia fundamental, que alimenta a auto- estima e conduz ao auto-reconhecimento, através da perene fantasia de um “sentimento oceânico”, que busca um “paraíso perdido”.
A evolução do sujeito torna-se uma contínua busca de estados cada vez mais harmônicos e transcendentes, e a ação humana concretiza um movimento contínuo para atingir estágios de maior “reajustamento e equilibração”.
Aprendizagem e integridade de estrutura:
O desenvolvimento cerebral humano começa nas primeiras semanas desde a concepção e continua após o nascimento. Isso é visível na criança, que, aos cinco anos de idade, apresenta um volume cerebral que corresponde a 95% do volume do adulto.
A plasticidade dos neurônios tem sido demonstrada a partir de achados recentes, que confirmam que a sinaptogênese e suas ramificações, a mielinização das estruturas axônicas dos neurônios continuam ocorrendo durante toda a vida.
O crescimento máximo de novos neurônios se completa até o nascimento, assim como os processos de migração celular e morte neuronal programada (apoptose), mas as sinapses, a mielinização e a arborização dentrítica dos axônios se perpetua ao longo da existência.
Apoptose é o fenômeno, através do qual os neurônios, em determinadas condições, se destroem.
É provável que cerca de um trilhão de neurônios sejam formados entre a concepção e o nascimento e que, sob comando genético, 100 bilhões restem no cérebro adulto. Isto significa que 100 bilhões de neurônios são selecionados de um trilhão para migrar para os locais determinados e exercer a função definida pela espécie.
Esse processo é considerado como parte natural do desenvolvimento do sistema nervoso imaturo. A hipótese central é que sejam eliminados os neurônios indesejáveis para proteger os neurônios saudáveis, o que ocorre por competição pela sobrevivência, por ocasião da migração, inervação e abastecimento de neurônios por substâncias tróficas.
Na proporção do desenvolvimento cerebral, os neurônios continuam alterando os seus alvos de inervação, através de crescente comunicação, reparação, regeneração e reconstrução de sinapses, conforme a demanda de tarefas dos neurônios.
As sinapses são formadas em velocidade intensa do nascimento até os seis anos de idade. Durante os dez anos seguintes até o final da adolescência, o cérebro reestrutura e elimina de forma competitiva essas sinapses, deixando, na fase adulta, cerca da metade a dois terços dessas estruturas. Isso significa que podem restar cerca cem trilhões de sinapses no cérebro e até, para alguns neurônios, em torno de dez mil sinapses (STAHL,S.M.,2002).
Essa condição faz parte da programação genética que, durante o neurodesenvolvimento, determina que o cérebro selecione quais as conexões que serão mantidas e quais serão destruídas.
Quando este trabalho é realizado adequadamente, o indivíduo progride com sucesso e evolui sem seqüelas para a idade adulta.
Essas conexões também podem ser modificadas durante toda a vida, através dos processos de aprendizagem.
No entanto, a neurobiologia molecular tem demonstrado que erros na seleção de conexões sinápticas e na própria programação genética podem levar a transtornos do neurodesenvolvimento e interferir nos processos de aprendizagem, o que também pode ocorrer em decorrência de reações orgânicas às experiências individuais, através do uso de drogas e outras condições deletérias ambientais (STAHL,2002; KANDEL & SCHWARTZ,1997).
Os distúrbios de aprendizagem acompanham os transtornos mentais, quando se identificam condições tais como:
1- Vulnerabilidade genética;
2- Eventos estressores desencadeantes na vida do indivíduo;
3- Personalidade do sujeito, capacidade de lidar com problemas e apoio social;
4- Outras influências ambientais sobre o indivíduo e seu genoma, incluindo vírus, toxinas e diversas doenças.
A expressão bioquímica da vulnerabilidade a um transtorno ocorre quando muitos genes diferentes formam determinadas proteínas em quantidades não correspondentes, em locais e momentos inadequados, o que ocasiona estruturas e funções anormais nos neurônios, mas, mesmo nestas condições, o transtorno pode ocorrer na dependência de outros fatores não genéticos.
De um modo geral, as pessoas que desenvolvem uma boa capacidade de lidar com problemas, uma personalidade socialmente bem adaptada podem reduzir a demanda biológica sobre o código genético para a expressão da doença mental.
No entanto, determinados estressores podem ser tão intensos, como situações de exposição a estupro, guerra, testemunho de atrocidades, que o genoma, mesmo com estrutura sólida, pode ter a sua ordem perturbada e ocasionar a expressão de um transtorno mental, tais como aqueles casos referidos como de “estresse pós-traumático” (GRAEFF, F. G. & BRANDÃO, M. L.,1999).
Tem sido descrito que a dislexia, a esquizofrenia, a epilepsia, o retardo mental e outros distúrbios do desenvolvimento são condições que, em parte, resultaram de neurônios que se perderam nos processos de podas sinapticas ou migraram de forma inadequada durante o desenvolvimento fetal ou que a sinaptogênese possa ter sido interrompida, precocemente, durante o desenvolvimento.
Outros problemas do neuro-desenvolvimento podem resultar da sinaptogênese anormal. No processo de acréscimo, manutenção e remoção de sinapses pode acontecer do axônio ser enviado para alvos pós-sinapticos errados. Nestes casos, sendo a sinapse a estrutura da neurotransmissão química, a transferência de informações do cérebro depende da boa conexão destas estruturas.
Essas falhas podem ser causadas por genes que indicaram direções inapropriadas, constituindo um erro genético de programação herdado ou ser adquirida no ambiente uterino após ingestão pelas mães de cocaína, álcool, exposição à radiação e outros agentes tóxicos.
Pesquisas têm sido realizadas com o objetivo de se identificar os genes ou produtos gênicos anormais que estão relacionados com a destruição de neurônios. O tratamento desses casos consistiria em se tentar interromper a sua ação ou bloquear o efeito dos produtos gênicos inadequados e a utilização de novas drogas para interromper doenças degenerativas do sistema nervoso, salvando neurônios em degeneração, estabelecendo novas sinapses e restabelecendo sinapses pré-existentes.
Acredita-se, também, que seja possível ativar a produção ou conseguir substitutos para os produtos gênicos desejáveis. Outro ponto de referência para novos estudos está centralizado na tentativa de se identificar fatores neurotróficos que possam salvar neurônios em degeneração e interromper a evolução dos transtornos neurodegenerativos. (GRAEFF & BRANDÃO,1999; STAHL,2002).
A dimensão psicológica da aprendizagem:
Aprender é, primordialmente, apreender, incorporar, devorar o seio materno, o leite que nutre e dá prazer e, depois, a mãe, que se ama e com quem se identifica.
Posteriormente, aprender é desejar e buscar os objetos de amor da mãe sem consciência objetiva, mas afetiva, intuitiva, como a “natureza cega” constrói o seu caminho em sua própria direção, através dos sentidos.
E, finalmente, com a emergência da consciência, o salto radical e metafórico do mundo humano para o mundo das coisas, do leite materno para o “leite da sabedoria”, dos orifícios maternos para os “tubos de ensaio” da ciência.
Aprender é primordialmente ter fé, ou seja, confiar sem ter consciência, mas tendo certeza de que o único caminho que se conhece é o aconchego dos braços maternos.
Assim, a natureza definiu para os humanos, nos registros de sobrevivência do nascimento, o continente seguro, que eles haveriam de reconhecer e deveriam aportar.
Então, primeiro amar a mãe, que nutre, cuida e protege, acreditando estar se cuidando, se nutrindo e se protegendo.
Depois, amar tudo que a mãe ama e desejar conhecer mais, transcendendo do útero materno para a extensão mais ampla da família e da sociedade.
Finalmente, amar o conhecimento que remete ao amor de si e do mundo e sentir prazer na presença dos que ensinam e aprendem como a conseqüência natural do desenvolvimento humano.
Assim, aprender é também continuar a busca da própria maturidade, da identidade, da realização, da sabedoria.
Alcançar todas as etapas do desenvolvimento cognitivo significa integridade de estrutura, funções e afetos. É a possibilidade da comunhão primordial da espécie humana no compartilhamento da cultura construída pelos humanos.
Aprendizagem e valor social:
Aprendizagem é também todo esforço que se realiza na ação de se compreender, o outro e a realidade. A aprendizagem é um ato visível e necessário no campo sociocultural, apesar da sua coexistência nas outras áreas de conduta.
A aprendizagem só se realiza através do desenvolvimento de relações pessoais harmônicas consigo próprio e com o ambiente vivo e inorgânico, que rodeia o sujeito.
A primeira relação social do ser humano é com sua mãe e, a partir dessa matriz, vão se configurar todas as suas outras relações com o universo.
A criança de tenra idade, que entra a primeira vez na escola, vê essa instituição como o próprio lar, a professora como sua mãe e os colegas, como irmãos. Inicialmente, ela vai tentar repetir as mesmas relações que constituem a sua forma de ser e de seus familiares no seu ambiente primordial. De seu sucesso ou fracasso nessas relações pode depender o seu sucesso ou fracasso escolar.
O diálogo permanente amoroso e compreensivo vai, gradativamente, mostrando à criança as diferentes dos diversos âmbitos da sociedade e, assim, fortalecida, ela vai se instrumentando para se relacionar harmoniosa e adequadamente com os outros, em confronto constante de suas vicissitudes subjetivas com a realidade.
A aprendizagem no contexto da sociedade contemporânea:
A reflexão sobre o momento histórico atual nos aponta a existência de uma sociedade de informação, de difusão através da mídia, mais do que de conhecimento, que prioriza o circunstancial e que propõe uma razão tecnológica, de puxar alavancas e apertar botões.
O componente sociocultural relevante tem sido identificado com a aparência, a imagem, a propaganda, que podem ser consumidas no espetáculo do mercado globalizado e impessoal.
A instabilidade do conhecimento reduzido ao provisório, fragmentado e aleatório, transborda como desafio de convivência, pois os sujeitos se percebem desamparados e descartáveis, vivenciando o empobrecimento das relações interpessoais, exatamente, onde se ancora a compreensão e o entendimento de si e do outro.
A ideologia do novo mundo mantém a educação marginalizada e descarta qualquer aprofundamento em ações, que o discurso pedagógico suscita frente aos novos significados da família/ escola/sociedade/ cultura/ linguagem e poder, porque tudo se reduz a apelo publicitário, que se impõe como verdade, através das forças sedutoras e fragmentadas das imagens.
Perdidas as dimensões pessoal, social e histórica, a dimensão tecnológica uniformiza os níveis humanos e profissionais, impondo modelos estereotipados desde a aparência externa do vestir até a consciência interna de cidadania, transformando o espaço social em mais um arquivo de memória do consumidor.
Tem- se a impressão que os fragmentos ganham vida na regressão psicótica das novas relações. A nova cultura, perdendo seus limites no transbordamento de suas muitas possibilidades, devolve à natureza as suas formas primitivas de consciência corporal e sensorial e o ser humano retorna, psicótico, às questões primitivas de suas origens mitológicas (SILVA,M.1992).
A partir dessas postulações, acredita-se que a aprendizagem, em pleno século XXI, continua sendo um grande desafio. A ciência se distancia do senso comum e as disciplinas que tratam do aprendizado se confundem entre os mitos e a realidade das coisas.
Natureza e cultura continuam se digladiando, assim como os neurocientistas e os educadores, ao perderem a necessária integração, perdem-se também a nível ético, tornando-se inacessível a compreensão dos processos mais simples.
As duas disciplinas confirmam a plasticidade cerebral, a provável existência de “períodos receptivos” ou “janelas de oportunidade” para se construir o saber oportuno em ambiente adequado. Ambas questionam o papel dos hemisférios cerebrais, com seus atributos típicos, pois o cérebro é um sistema integrado, que não funciona isoladamente, mas ainda não conseguem atingir o ser humano total, em suas necessidades de abrangência integral.
A partir dessas considerações, para se iniciar um debate, em que a integração e cooperação de todos nos permitam ir além de nossas fronteiras, poderíamos questionar:
- Será que a metodologia educacional do século XXI esteja se contrapondo à forma do cérebro de aprender? (OCDE,2003)
Referências Bibliográficas:
1. DAWKINS, R.- O Gene Egoísta. v 7. Belo Horizonte- Rio de Janeiro. Editora Italiana. 2001. 230p.
2. GAZZANIGA, M. S. & HEATHERTON, T.F. – Ciência e Psicologia: mente, cérebro e comportamento, Porto Alegre, ARTMED, 2005, 624p.
3. GRAEFF, F. G. & BRANDÃO, M. L. – Neurobiologia das doenças mentais, 5º ed., São Paulo, Editora Lemos, 1999, 254p.
4. ISQUERDO, I. A arte de esquecer: Cérebro, memória e esquecimento, Rio de Janeiro,Vieira & Lent, 2004, 114p.
5. KANDEL, E. R. & SCHWARTZ, J. H. – Fundamentos da Neurociência e do Comportamento, Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 1997, 591p.
6. LORENZ, K. – Evolução e Modificação do Comportamento, Rio de Janeiro, Editora Interciência LTADA, 1986, 110p.
7. OCDE – Compreendendo o cérebro, São Paulo, Editora Senac, 2003, 178p.
8. PIAGET, J. - Seis Estudos de Psicologia, 19º ed., Rio de Janeiro, Forense Universitária, 1993, 152p.
9. SPITZ, R.A. - O primeiro ano de vida. 2.ed. São Paulo, Martins Fontes, 1978. 345p.
10. STAHL, S. M., - Psicofarmacologia: Base Neurocientífica e Aplicações Práticas, 2ed., Rio de Janeiro, MEDSI – Editora Médica e Científica, 2002, 617p.
11. SILVA, M. - Educação, modernidade e pós-modernidade. PERSPECTIVA. Forianópolis, n.18: 61-76, dez., 1992.
12. WALLACE, R. A. – Sociobiologia o Fator Genético, São Paulo, Ibrasa, 1985, 236p.
* Marília de Freitas Maakaroun
Médica, Pediatra, Psiquiatra da Infância Adolescência
Doutora em Medicina do Adolescente
Professora da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Belo Horizonte, 21 de novembro de 2005.